tempo de confeccionar a próxima máscara e ser aquilo que " os outros " desejam que sejas,
tempo de afundar em medos e receios que dominam as ações e destroem a vida,
parasitando a vontade de viver, eliminando a real existência.
o abismo está logo a frente, e simultaneamente as máscaras estão em falha
os muros em volta parecem desmoronar
ao mesmo passo em que desconhecidos escutam os gritos e ranger de dentes
da alma ligeiramente fragmentada,
"o inferno está vazio, e os demônios estão todos aqui "
nesta longa e cansativa viagem da vida
não devem persistir somente,
os " demônios da alma "
deve existir um lugar,
uma curva que seja,
em que haja a força para escalar as muralhas da desgraça e da dor
e no fim conseguir finalmente
"olhar além do que se pode ver "
e descobrir o oásis da semântica há muito cobiçado,
onde a vida descobre seu real valor.
a viagem é árdua e incessante,
para prosseguir e evoluir
deve-se negar os próprios desejos, superar próprios limites
entrar na linha de frente e lutar com todas as forças que há muito já pensadas acabadas,
debaixo da neblina que engana os olhos, fazendo parecer o fim,
há uma batalha em andamento para a salvação.
Seguir em frente, sem se importar com os buracos da estrada,
porque se caíres, terás forças para levantar,
persistir na batalha, para vencer a guerra !
Eduardo Dinareli
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