11 de setembro de 2011

Pensamentos de um despresível

 Há muito tempo venho sentido algo que não posso explicar,
não sei se é dor, não sei se é vergonha, não sei se é irracionalidade,
ou se é apenas o medo.
Há muito tempo tento ser forte como a grande seringueira,
que mesmo sendo machucada muitas e muitas vezes,                                                      
continua sempre forte e imponente como nunca.
Há muito tempo venho lutando comigo mesmo,
venho me enclausurando na fortaleza que meus próprios pensamentos formaram...
fugindo de tudo e de todos, procurando o mais escuro abismo,o mais silencioso e vazio dos desertos,
e nem assim consigo me libertar das acusações que nunca me fizeram.

Minhas próprias vozes me enlouquecem,
Meus pensamentos me confundem,
Minhas ações não negam,
eu não vivo, apenas existo.

As lágrimas nem ao menos querem rolar pelo meu rosto,
Minha consciência me rejeita,
Não consigo abrir os lábios a não ser para gritar...
Já desisti de pedir segundas chances,
nem a piedade quer se aproximar...
A jornada já não faz mas sentido.

Peço forças a Deus,diariamente,
mas não para me tornar imponente como a seringueira,
peço forças para ao menos conseguir uma semântica ao meu sofrimento.
Pois como a seringueira ao morrer, vira papel e continua sendo de grande importância
eu gostaria que minha iniquidade servisse de lição...

Ou será que não mereço nem mesmo isso ? 



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