quebrar,ou pelo menos acreditar que pode,as correntes entorpecentes.
Tentar seguir em frente,
Apenas tentar ser um "eu" melhor.
Jogar tudo pro alto e não ter medo de encarar as consequências,
iludir-se com a ideia de que não existe certo nem errado, apenas felicidade,
Ouvir as vozes ecoantes de nossas próprias mentes,
Continuar a viagem confiante,
mesmo sem saber qual será destino,ou melhor,sempre se sabe qual é o destino.
Seguir até chegar em um estado se imponência,
e para apaziguar o tormento da alma, ser narcisista ao extremo,
porque um pouco de egoísmo e desprezo faz bem a alma.
Com os dentes e as garras, rasgar o orgulho e se humilhar até chegar em estado de vulnerabilidade.
Porém a paz será passageira
A dor retornará e as escamas da escuridão novamente tomarão conta de tudo.
Lutar não adianta,
as grandes e fortes asas do controle guiarão o caminho
então finalmente pode se perceber que sozinho não se vence batalhas,
e quando tudo parecer acabado,
abrir os verdadeiros olhos,
enxergar além do que se pode ver,
e finalmente perceber.
Então rasgar o peito com as próprias garras,
destruir a exuberante e grossa pele da arrogância,
sentir aquela dor insuportável,
mas ao mesmo tempo,
sentir aquilo que sempre desejou, Paz por se livrar do que um dia mais desejou.
Agora olhar pra trás,
Realmente seguir em frente,
sem arrependimentos,
e quando a tentação vier,
lembrar-se da pele da arrogância e das escamas da escuridão,
lembrar das asas que guiaram para caminhos de dor e sofrimento,
lembrar da dor causada pelas próprias garras,
lembrar-se que libertou-se do dragão controlador !
Eduardo Dinareli

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