12 de dezembro de 2013

Ah se eu pudesse...

Ah se eu pudesse voltar no tempo...

Lembro que eu sorria e sorrisos sinceros ganhava também, eu questionei a sinceridade e mesmo assim ainda assim tinha a presença do meu lado, eu sonhei e acreditei, porém na primeira luta quis desistir mas o meu grande amigo lutou ao meu lado e me ajudou a enfrentar juntos os obstáculos e em momentos de angústia quando foi até fácil acreditar na solidão, tive um amigo que sempre estava disposto a me erguer a mão.
Se eu pudesse retornar ao passado certos erros não seriam cometidos, um melhor amigo, um grande irmão jamais teria sido abandonado.

Ah se no passado eu pudesse prever o que hoje acontece, não demoraria tanto pra perceber o erro e conseguir engolir o orgulho e, quem sabe agora poderia evitar de ouvir palavras feridas e olhares de dor que tanto me machucam também.

Me disseram que não importa a distância e o tempo, amigos sempre retornam e se reencontram, mas isso não passam de palavras bonitas, porque esqueceram de me avisar que são somente palavras.  Ah se eu pudesse ser forte pra conseguir entender e aceitar que jamais terei de volta a fraternidade e o companheirismo de um amigo que um dia, abandonei.

e

Ah se eu pudesse fazer interpretável as verdades escondidas atrás do meu olhar, se eu pudesse fazer lágrimas falarem, eu mostraria o quanto meus erros me custaram e como arrependimentos podem em uma noite fria, atormentar e fazer arder a cicatriz.

9 de agosto de 2013

Só nos resta acreditar, não é mesmo?

Existem momentos na vida, que nos fazem perder a inocência, a sensibilidade e o sentimentalismo. Existem dias que parece que nada existe, além do vazio. Existem situações que nos transformam em descrentes, tirando completamento a nossa fé nos tornando pessoas sem alegria.
A verdade é que ao passar dos séculos as sociedades tem se tornado racional demais. Temos ensinado as nossas crianças que elas não podem acreditar no coelho que traz os ovos de chocolate na páscoa, ou na fada que troca dinheiro por dentes e até dizemos que não é o bom velhinho que traz presentes no fim do ano, destruindo assim seu puro e verdadeiro espirito natalino e pior, o mundo tem ensinado as nossas crianças a não crerem no nosso criador, Deus.

Agora me diga, se tiramos o direito de uma criança de sonhar, o que mais lhe restará? 
Se fizermos o homem a não crer em Deus, o que ele se tornará e o que mais lhe restará?

O cérebro humano já nasce "programado" para crer em Deus, e negar esta crença é ir contra a própria natureza. E se negarmos a nossa própria natureza humana, o que mais nos diferenciará dos animais?
A fé em Deus é a força motriz de toda realização humana. Acredite de coração por muito tempo em uma determinada coisa e ela se tornará verdade, não acredite e ela jamais se realizará. Começamos a perder essa força desacreditando nas coisas que logicamente(a lógica nem sempre está certa) são impossíveis e hoje já não acreditamos mais em nada, nem em nós mesmos.

Devemos aprender que quando acreditamos em algo impossível por definição ela já se tornou possível. 
Se uma criança acredita que as portas de um guarda-roupa levam a um mundo fantástico ou que uma estação de trem leva a uma viagem para uma terra de magia, mesmo que essa fé seja por imaginação, não significa que seja não seja tenha sido realidade. Talvez o impossível para uns não seja encontrar portais para mundos com seres mágicos, mas seja encontrar apenas a felicidade, ou o amor, mas o ser humano já se tornou tão incrédulo que até coisas como essas se tornam inacreditáveis e inatingíveis para ele. Porém crer no impossível não deveria ser uma virtude apenas dos pequeninos. Os adultos já deviam ter percebido há tempos que as crianças as vezes tem muito mais que ensinar do que os livros e computadores. 

Acreditar nos permite voltar a ser criança, e a inocência de uma criança pode comprar o céu.

Eduardo Dinareli


8 de maio de 2013

"As coisas mais simples e pequenas da vida são as mais extraordinárias"

Nós seres humanos vivemos em tempos em que tudo a nossa volta é tão grandioso e extraordinário. Por onde quer que andamos vislumbramos luzes de todas as cores, fogos de artificio,neblina artificial, roupas modernas, máquinas capazes de fazer o que nós não podemos e todo esse avanço tecnológico a que fomos submetidos nos últimos anos nos acostumou com a grandeza da vida artificial e consequentemente nos fez esquecer da beleza e da importância de coisas simplórias que nos fez feliz por tantos anos, mais felizes do que somos agora.

Estou chegando ao fim da vida e deitado no meu leito, reflito que nós seres humanos ironicamente estamos perdendo gradualmente a nossa humanidade e não nos damos conta do quanto isso é perigoso. Preferimos facilmente assistir a um filme com tecnologias avançadas em um cinema do que passar uma tarde agradável e feliz conversando pessoalmente com os amigos. Não conseguimos mais nos contagiar com a alegria de um bebê quando ele dá gargalhadas e o incrível é que o bebê necessita apenas de algumas cossegas para rir, diferente do que estamos nos tornando quando "amadurecemos". Perdemos todo o prazer e a emoção dos abraços, das palavras,das atitudes de carinho e afeto e de tantas outras pequenas coisas que deixam a vida mais agradável e trocamos pela sensação de poder e êxtase diante das coisas magnificas que o mundo nos proporciona.

Percebo o quanto nós humanos, isso inclui também a mim, somos muito ambiciosos e bobos, sempre queremos mais e mais glória, passamos nossos dias imaginando e tentando criar prédios e estruturas bonitas e de grande esplendor e estranhamente ignoramos toda a beleza que Deus criou para nós. Não enxergamos a magnitude de um por do sol, reservamos nossos ouvidos para ouvir as batidas das músicas modernas e não admiramos mais o som de quedas d'aguas de uma cachoeira. Perdemos nossas noites preocupados em como enriquecer (já fiz muito isso) para sermos poderosos e depois não queremos passar cinco minutos com nossas famílias.

Passei meus dias ignorando e rejeitando minha própria humanidade e como castigo vejo pelas ruas pessoas cometendo o mesmo erro que cometi se entregando a sociedade racional, procurando conhecimento, poder,grandeza e soberania e ignorando os sentimentos humanos. As vezes penso se Deus não errou em nos fazer racionais.

Meu nome é Robert Summers, eu sou (era) um homem muito poderoso e no fim da minha vida eu chego a conclusão que o mundo precisa aprender que as pequenas e simples coisas são as que nos revelam a grandeza, a soberania e sobre tudo o amor de Deus.
Minhas últimas palavras para este mundo? Lá vão elas...

"As coisas mais simples e pequenas da vida são as mais extraordinárias e só os sábios conseguem vê-las"




Eduardo Dinareli







26 de fevereiro de 2013

"Dias de um Futuro Esquecido"

Houve um tempo, bem no passado, em que os homens eram bons, amavam uns dos outros, não tinham maldade e nem ganância, porque o único tesouro que podia ser conquistado era a companhia do próximo.
Houve um tempo em que o ser humano não precisava de muito para viver, dormiam sob as estrelas e o luar e sobre a relva, os alimentos eram frescos, caçados e preparados no momento em que precisavam. E nem por isso eram infelizes, muito pelo contrário, felicidade como a daquele tempo jamais conheceremos. 
Houve um tempo em que o sentimento era o mais importante na vida, os homens amavam, cuidavam, compreendiam e respeitavam. Talvez por isso vivam muito mais que nós.
Houve um tempo em que o homem era a imagem e semelhança de Deus. 

Mas aí veio a fome, o dinheiro, a guerra, e o ser humano descobriu o maior bem que já poderia ter ganho, mas que também tem ser tornado nossa maior desgraça, a inteligencia.

E como já dizia minha avó, tudo,até o que parece ser bom, em exagero faz mal. Junto com a inteligência o homem descobriu a maldade e modificou a tecnologia para ser usada para seus objetivos gananciosos, por causa dessa atitude, as formas de guerra evoluíram e se tornaram muito mais violentas caminhando para a extinção da própria espécie. Atualmente parece que não temos guerra e a tecnologia é um bem maior que melhora muito a nossa vida, mas o que vemos hoje são jovens e crianças presos por alienação a uma tecnologia que consome a inteligencia e o coração, pois não temos mais sentimentos nesse mundo.

Ao olharmos para os olhos de um humano, não conseguimos enxergar o que no passado era muito fácil. Ao contemplar um olhar devíamos enxergar o amor de um marido para com sua esposa, o carinho de um filho pelo pai, o respeito de um funcionário a seu chefe e o mais importante o temor a gratidão a Deus, Aquele que nos criou, mas o que enxergamos realmente é o desprezo de um casal entre si, a alienação dos jovens pela tecnologia que muitas vezes cria um ódio sem motivos dentro da alma e a violência excessiva gerada pela falta de caráter que o ser humanos aprendeu a adquirir com o passar dos anos e o pior, vemos um ser humano que se acha autossuficiente e que acredita que não precisa DAquele que nos deu a benção da vida.

Ah, como é bom lembrar daquele tempo, do tempo em que eramos seres humanos, do tempo em que adultos tinham a alma como de uma criança.
Ah, como é bom imaginar que seriamos todos felizes se vivêssemos naqueles tempos.
Ah, como seria bom se pudéssemos de alguma forma voltar ao passado com o conhecimento do futuro, não cometeríamos os mesmos erros, não nos tornaríamos tão arrogantes e ironicamente tão burros. Poderíamos voltar a amar, cuidar, compreender e respeitar uns aos outros.

Precisamos do passado para nos ressuscitarmos como seres humanos a imagem de Deus.Precisamos no presente, ter a inocência e o sentimentalismo do passado, para que um dia todos nós possamos ter um futuro.


Eduardo Dinareli

6 de fevereiro de 2013

Não temo mais o amanhã

Posso perceber claramente que desde o seu surgimento o ser humano alimenta o medo do dia em que não existirá mais. No passado os homens entravam em grandes buscas e lutavam entre si pela descoberta da fonte da juventude,e quando descobriram que ela não existia, apostaram na ciência e se dedicaram de corpo e alma para descobrir técnicas para que o ser humano retarde seu envelhecimento.
Cada dia em que olho para a alma das pessoas eu percebo que elas vivem de maneira fútil, de modo frio, elas estão somente preocupadas em viver intensamente, não importa os meios, o ser humano se prendeu numa busca sem sentido com destino a juventude eterna e com os prazeres que ela pode trazer a alma. A verdade é que o mundo de hoje, com sua ideologia de beleza e valorização, faz com que as pessoas não queiram envelhecer pois temem perder a capacidade de fazer a diferença nesse mundo, acham que se forem sempre jovens, o mundo sempre os reconhecerão e valorizarão.

Mas em um dia qualquer, um dia com nada de especial (alias, erro meu, todos os dias são especiais para Deus e deveriam ser para nós) olhei da janela do meu quarto e avistei um casal de velhinhos passeando na rua com um cachorrinho, notei instantaneamente o sorriso no rosto de ambos,eles eram e estavam felizes, não se importavam por serem idosos e não desfrutarem mais dos prazeres dos anos juvenis. Nesse mesmo instante percebi que não devo ter medo do futuro, ninguém deveria, afinal tudo tem o seu fim, entramos no colegial já sabendo que um dia teremos que sair de lá, assim é com a vida,a juventude um dia acabará, mas a vida ainda continuará, e aposto que ela reserva muitas coisas para aqueles anos que ainda estão por vir.

Quando eu for bem velhinho, de rugas e cabelo branco, não serei um velho deprimido porque sei que mais gostoso do que aproveitar a sensação de coisas novas e fáceis de se fazer com  vitalidade juvenil é poder lembrar das coisas boas que vivi e de quão feliz eu fui e ainda serei.

Não temo mais o amanhã, pois sei que o futuro ainda tem reservado muitas coisas boas para mim!

Eduardo Dinareli

5 de fevereiro de 2013


É a história mais antiga do mundo. Um dia, você tem 17 anos e está planejando o futuro. E então, sem você perceber, o futuro é hoje. E então, o futuro foi ontem. E assim é a sua vida. Passamos tanto tempo querendo, desejando, buscando. Mas sabe? Ambição é bom. Perseguir as coisas com integridade é bom. Sonhar… Se você tivesse um amigo que nunca mais fosse ver. O que você diria? Se pudesse fazer uma última coisa pra alguém que você ama. O que seria? Diga. Faça. Não espere. Nada dura pra sempre. Faça um pedido e guarde no seu coração. Qualquer coisa que você quiser, tudo o que você quiser. Fez? Ótimo. Agora acredite que pode se tornar realidade. Você nunca sabe de onde virá o próximo milagre. A próxima memória. O próximo sorriso, o próximo desejo que se tornará realidade. Mas se acreditar que está logo adiante e abrir seu coração e mente para a possibilidade, para a certeza, pode ser que consiga o que queira. O mundo está cheio de mágica. É só acreditar nela. Então, faça um pedido. Fez? Ótimo. Agora acredite nele. Com todo o seu coração.


- One Tree Hill